Protagonistas do Tutore@d


Cristyano Ayres

Paula Patricia Santos Oliveira Santana









sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PORTAL DO PROFESSOR: BREVES CONSIDERAÇÕES QUANTO A SUA USABILIDADE

PORTAL DO PROFESSOR:

BREVES CONSIDERAÇÕES QUANTO A SUA USABILIDADE


Paula Patrícia Santos Oliveira Santana

Um Portal Educacional é uma interface pedagógica virtual que se preocupa especificamente com a motivação do usuário durante o processo de ensino e aprendizagem. Em tela, teceremos breves considerações quanto a Usabilidade exercida no Portal do Professor/Espaço de Aula - "um ambiente virtual com recursos educacionais que facilitam e dinamizam o trabalho dos professores” (MEC - ).

No Portal do Professor, de acordo com nossa análise, evidenciaram-se os seguintes aspectos:

I - ATRATIVIDADE (ENGAGING) – de forma lúdica e dinâmica, o portal apresenta um design gráfico autoexplicativo e com aspectos visuais agradável. Capta a atenção do usuário ao sugerir práticas docentes, de acordo com o currículo de cada disciplina, disponibilizando recursos como vídeos, fotos, mapas, áudio, textos, e-books, entre outros.

II - EFICÁCIA (EFFECTIVE) – A totalidade de sua eficiência, de forma correta e precisa, nos permite considerar que os objetivos e metas do portal são alcançados.

III - EFICIÊNCIA (EFFICIENT) – com poucos cliques em links e/ou digitando palavras-chave, o usuário tem à disposição uma gama de sugestões de práticas docentes.

IV - TOLERÂNCIA A ERROS (ERROR TOLERANT) – prevendo os erros que poderão ser cometidos pelo usuário, durante sua interação, disponibiliza atalhos para retornar ou desfazer a ação e corrigir o problema.

V - FACILIDADE DE USO (EASY TO USE) - à medida que explora o ambiente, o usuário tem garantido a facilidade de acesso, bem como a navegação através de links, hiperlinks e hipertextos, garantindo o feedback e a realização satisfatória das tarefas determinadas no portal.

Com uma linguagem simples e objetiva e um design institucional de fácil ergonomia cognitiva, o portal apresenta os cinco pontos (Five Es) que permitem ligação direta entre a usabilidade e o diálogo do usuário com a interface de um sistema de software. Além de se preocupar com a atualização periódica de conteúdo e com a garantia da qualidade dos mesmos, exercendo a credibilidade e confiança em relação ao portal.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

DIAS, Cláudia. Usabilidade na Web: criando portais mais acessíveis. 1. ed. Rio de Janeiro, Alta Books, 2003.

FERNANDEZ, Amyris. ROI de usabilidade: todo cuidado é pouco. Rio de Janeiro: Web Insider, 2005. Disponível em http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/id/2426 Acesso em 28/10/201.

KRUG, Steve. Não me faça pensar. 1. ed. São Paulo: Market Books, 2001.

Ministerio da Educação/Portal do professor

NIELSEN, Jakob; TAHIR, Marie. Homepage usabilidade: 50 websites desconstruídos. 1. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2002.

VERSUTI, Andrea – explanação nas aulas de Design de material e Conteúdo na Pós-Graduação Docência e Tutoria em EaD/ Universidade Tiradentes. Aracaju/Sergipe.

domingo, 22 de maio de 2011

INSTRUMENTOS PARA O ARTIGO: "AFETIVIDADE E O PERFIL IDENTITARIO DO ALUNO EaD: UMA INVESTIGAÇÃO (ME)MIDIATICA ATRAVES DO BLOG E SUAS MULTIPLAS LINGUAGENS "

OLÁ PESSOAL,

TAMBÉM ESTAMOS DISPONIBILIZANDO OS INTRUMENTOS AQUI EM NOSSO BLOG.

AGUARDAMOS O RETORNO ATÉ O DIA 25/05.


ANEXO 1

INSTRUMENTO – SOCIOECONÔMICO E CULTURAL



Identificação

Nome ou nickname: __________________________________________________

1.Qual a sua idade?

( ) Menor que 18 anos
( ) Entre 18 a 25 anos
( ) Entre 26 a 30 anos
( ) Entre 31 a 35 anos
( ) Entre 36 a 40 anos
( ) Maior que 40 anos

2.Qual a sua religião?

( ) Católica ( ) Espírita ( ) Evangélica ( ) Outras ( ) Nenhuma

3.Como você se considera?

( ) Branco ( ) Pardo ( ) Preto ( ) Amarelo ( ) Indígena

4.Qual o seu estado civil?

( ) Solteiro ( ) Casado/ mora com o companheiro

( ) Separado/ divorciado/ desquitado ( ) Viúvo

5.Qual a escolaridade de seu pai?

( ) Não estudou;
( ) Ensino Fundamental – incompleto; Até a ________série.
( ) Ensino Fundamental – completo;
( ) Ensino Médio – incompleto; Até o ________ ano.
( ) Ensino Médio – completo;
( ) Ensino Superior – incompleto; Especifique__________________________.
( ) Ensino Superior – completo;
( ) Pós-graduação;
( ) Não sei.

6.Qual a escolaridade de sua mãe?

( ) Não estudou;
( ) Ensino Fundamental – incompleto; Até a ________série.
( ) Ensino Fundamental – completo;
( ) Ensino Médio – incompleto; Até o ________ano.
( ) Ensino Médio – completo;
( ) Ensino Superior – incompleto; Especifique__________________________.
( ) Ensino Superior – completo;
( ) Pós-graduação;
( ) Não sei.

7.Em que tipo de escola você estudou o ensino médio?

( ) Somente em escola pública
( ) Maior parte dos anos em escola pública
( ) Somente em escola particular
( ) Maior parte dos anos em escola particular
( ) Somente em escola conveniada
( ) Maior parte dos anos em escola conveniada
( ) Somente em escola indígena
( ) Maior parte dos anos em escola indígena

8. Qual a graduação que você fez?

( ) Letras-Português
( ) Ciências Naturais

9.Qual motivo o levou a escolher este curso?

( ) Qualificação profissional
( ) Exigência do serviço
( ) Melhoria salarial
( ) Realização pessoal
( ) Outro. Qual ___________________________________

10.Você trabalhou enquanto fazia a graduação?

( ) Não
( ) Sim, apenas em estágios
( ) Sim, mas apenas nos últimos anos
( ) Sim, desde o 1° ano em tempo parcial;
( ) Sim, desde o 1° ano em tempo integral.

11. Após a graduação você conseguiu uma colocação no mundo do trabalho?

( ) Sim, logo nos primeiros meses
( ) Sim, antes de um ano
( ) Sim, depois de um ano
( ) Ainda não consegui uma colocação no mercado de trabalho.

12. Sua colocação no mercado de trabalho está relacionada com a sua graduação?

( ) Sim
( ) Não

13. Após o término da graduação, você já fez algum curso de formação continuada?

( ) Sim . Qual? ________________________________________________
( ) Não. Por que? ______________________________________________


14. Após o término da graduação você já fez uma pós-graduação?

( ) Sim. Qual? _____________________________________________
( ) Não. Por que? ______________________________________________


15. Qual a sua participação na vida econômica da família?

( ) Financiado pela família ou por outras pessoas
( ) Trabalha, mas recebe ajuda financeira da família ou de outras pessoas
( ) Trabalha, e é o responsável pelo seu próprio sustento, não recebendo ajuda financeira;
( ) Trabalha, e é o responsável pelo próprio sustento, e contribui parcialmente para o sustento de outras pessoas;
( ) Trabalha, e é o principal responsável pelo sustento da família.

16. Quantas pessoas compõem sua família?

( ) De 1 a 2 pessoas
( ) De 3 a 4 pessoas
( ) De 5 a 6 pessoas
( ) Mais de 6

17.Qual é o tipo de sua moradia?

( ) Própria ( ) Cedida ( ) Financiada ( ) Alugada ( ) Outras


18.Qual o tipo de atividade da qual você mais participa?

( ) Religiosa
( ) Artística e cultural (cinema, show)
( ) Política partidária
( ) Esportiva
( ) Nenhuma

19.Qual o meio de comunicação que você mais utiliza para se manter informado?

( ) Jornal escrito/revista
( ) Televisão
( ) Rádio
( ) Internet
( ) Outros

20. Seu acesso às Novas Tecnologias se dá:

( ) Diariamente, mais de uma vez por dia
( ) Quase que diariamente
( ) Diariamente (uma vez por dia)
( ) De duas a quatro vezes por semana
( ) Semanalmente
( ) Quando necessita
( ) Raramente

21. Os principais acessos, à internet versam em torno de: ( Se necessário marque até duas opções)

( ) sites de relacionamentos
( ) sites de entretenimentos
( ) sites de pesquisas
( ) sites de jogos
( ) sites de compras
( ) sites de noticias
( ) Outros. Quais? ___________________________________________________

ANEXO -2

GRAU DE SATISFAÇÃO COM O CURSO

01. Idade (quando da conclusão do curso):

( ) Antes dos 20 anos
( ) de 21 - 25 anos
( ) de 26 - 30 anos
( ) de 31 - 40 anos
( ) de 41 - 55 anos
( ) mais de 55 anos

02. Você considera ter feito a opção correta pelo seu curso?

( ) Sim, é o curso que queria. ( ) Não, não é o curso que queria.
( ) Não, mas no momento foi a oportunidade que surgiu.

03. O curso, na modalidade EaD atendeu às suas expectativas?

( ) Muito ( ) Razoavelmente ( ) Pouco ( ) Muito pouco

04. Das quais atividades abaixo, realizadas pela UNIT e correlacionadas ao seu curso, você participou?
( ) Semana de Letras ( ) Semex ( ) Sempesq ( ) Semana da Educação
( ) Outros. Quais? ______________________________________________________

05. Você conhece o projeto pedagógico do seu curso?

( ) Sim ( ) Não

06. Na época da graduação, você conhecia o perfil profissional proposto para o concluinte do seu curso?

( ) Sim ( ) Não

07. Em quais destes aspectos você considera que o curso atendeu à formação do perfil profissional previsto?

( ) Articulação entre o saber teórico e o prático;
( ) Dependências físicas adequadas ao processo de Ensino;
( ) Corpo docente qualificado para ministrar as aulas;
( ) Interação entre a Instituição e o mundo do trabalho.

08. A matriz curricular foi suficiente para seu desempenho profissional?
( ) Sim ( ) Não
Comente: _______________________________________________.

09. Em sua opinião, qual(is) a(s) característica(s) mais importante(s) que um profissional deve possuir atualmente?

( ) Domínio de produção textual e as múltiplas linguagens
( ) Domínio de língua estrangeira
( ) Consistência científica
( ) Lucidez de conhecimento teórico-pratico
( ) Responsabilidade técnica
( ) Capacidade criativa
( ) Compromisso socioafetivo
( ) Capacidade de trabalho em equipe
( ) Outra. Qual?___________________________________________.


10.Você se mantém atualizado no seu exercício profissional?

( ) Sim ( ) Não

Em caso afirmativo especifique o meio:
( ) Livros ou revistas especializadas
( ) Outros Cursos à distância
( ) Encontros/Congressos
( ) Cursos de curta duração
( ) Outro.Qual?_______________________________________________.

11. Durante a graduação, você estava fazendo outra formação de nível superior¬?
( ) Não
( ) Sim. Qual? ________________________________________________
Por quê? _____________________________________________________

12. Alguma vez se sentiu vitima de preconceito por ter escolhido um curso semipresencial?
( ) Sim, durante o curso ( ) Sim, após o curso ( ) Sim, durante e após o curso ( ) Não

13. Quais eram seus anseios antes de fazer um curso nesta modalidade?
____________________________________________________________________________________

14. Estes anseios foram superados? ou em alguns aspectos houve frustrações? Comente.
____________________________________________________________________________________

ANEXO - 3

IDENTIDADE SOCIOAFETIVA

01. Em sua opinião, o que significa afetividade?
____________________________________________________________________________________

02. Em um curso cuja modalidade é semipresencial, Você considera importante que os professores conheçam seus alunos pelo nome? E que os alunos também se conheçam?

( ) Sim ( ) Não

03. No seu curso, em particular em sua turma, existia afetividade entre os professores-tutores e os alunos?

( ) Pouco ( ) Muito ( ) Por parte de alguns professores-tutores

( ) Por ser um curso semipresencial não havia afetividade.

04. Você acredita que o aprendizado vem mais fácil, quando o tutor motiva os alunos e demonstra afetividades durante a condução das atividades?

( ) Com certeza ( ) Às vezes ( ) Raramente
( ) Penso que não tem nada a ver.

05. Você era afetuoso com os professores-tutores e com os colegas?

( ) Sim ( ) Não ( ) Era afetuoso só com os tutores

( ) Era afetuoso só com os alunos


06. Você acredita que a afetividade influencia no aprendizado?

( ) Influencia muito ( ) Influencia pouco ( ) Não sei se influencia

07. Caso considere que houve afetividade com pelo menos um (1) professor-tutor, relate como se deu este processo.
____________________________________________________________________________________

AFETIVIDADE, APRENDIZAGEM E TUTORIA ONLINE

Olá Pessoal,
Deixamos um link para que possam fazer outras leituras sobre afetividades...


Vamos interagindo...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Mergulhando nesta imagem e estimulando meus pensamentos, imagino:

Mergulhando nesta imagem e estimulando meus pensamentos, imagino:
·         A possibilidade de que o belo e astuto varão em seu posto de observação aguarda ansiosamente a oportunidade de que uma jovem e desatenta gazela avance na trilha cruel e singela que a transformará numa frágil efêmera presa.

·         A preocupação do predador e protetor de sua prole, ao observar com seu olhar distante a proximidade de ameaças a seus filhotes e companheiras que mesmo instante estão a caçar em busca de alimento.

Antonio Heribaldo Oliveira.

Disciplina: Análise e Uso de Imagens em EaD

Disciplina: Análise e Uso de Imagens em EaD

Muitas são as imagens que mexem com a nossa sensibilidade, com o nosso campo sinestésico, é praticamente impossível contemplar uma paisagem , uma gravura sem nos reportar às leituras de mundo e do "eu" que nos são intrínsecas.

 A imagem acima chama minha atenção porque a interpretei como uma união de culturas, de credos, uma forma de dizer não aos vários preconceitos que estão escondidos nas sarjetas de nossa hipocrisia. Duas  crianças em busca de novos horizontes, novas conquistas, novos desafios. O olhar que elas lançam para trás significa que levarão para sempre consigo as experiências adquiridas, suas crenças, suas formações, suas culturas. Constuo uma imagem da luta que travamos quando nos deparamos com o dilema de aderir ao novo e caminhar num leque de possibilidades ou permanecer no paradigma de consciência de um território já conhecido, mas que necessita de vigor.


Mas, quando vejo latejar em mim a veia de mulher, fêmea, leoa, dotada de todo sentimento maternal, a única imagem que vem à tona e a do meu filho, Paulo José, seja ele com 1 ou 11 anos, não importa, será sempre o meu filhinho lindo que carreguei no meu ventre e nutri com meu sangue. E assim compreendo a vida, e reflito sobre os mistérios que existem entre o céu e a Terra, assim acredito que existe um Deus maravilhoso que nos concede semear o que temos de melhor, vejo que existe a possibilidade de sermos felizes e acreditar que somos capazes. A imagem do filho que gerei me faz acreditar na humanidade, e perceber que estamos aqui, nesta esfera terrestre, para trilharmos o caminho das conquistas, das descobertas, da sabedoria... e que somos impulsionados pela certeza da esperança, da felicidade, do perdão e da paz. A imagem do meu filho me revela, todos os dias, que não existe presente maior e melhor que a vida, e que a vida que gera outra vida é uma fonte inesgotável de imenso amor. 

Paula Patricia Santos Oliveira

sábado, 12 de março de 2011

Imagem Marcante ... Curso Tutoria On Line Unit Cristyano Ayres Machado

A imagem que me marcou no sentido de lazer,infância foi o ninja olimpiada Jiraya,sucessor de Togacuri!Tora Hiiamaji,filho de Tetsusan!!Até hoje eu sou fão desse seriado pela sua criatividade e limitação de cenário,tecnologia e elenco,mas nem por isso deixa de ser fantástico!!Atualemnte os seriados em sua maioria tem cenas de sangue,sexo etc!!
Abaixo cloco também uma cena,que apesar de haver solicitado apenas uma imagem,essa eu não poderia deixar de colocar:

Outra imagem que foi histórica para mim,como amante do futebol foi o  improvável chute para fora de Roberto Baggio,na época o melhor do mundo!!O Brasil,desacreditado,criticado se torna tetra!!
Lembro até hoje a Manchete do Jornal Italiano: "Malditos Pênaltis"
Acabou é tetra!É tetra!!É tetra!!É tetra!!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Considerações para o Fórum, Linguagem Não-Verbal da Formação Aberta do Instituto Airton Sena - TEMA: O INTERNETÊS

Olá pesso@l,


 Sabemos que o internetês é a linguagem utilizada no meio virtual, mais precisamente nas salas de bate papo como orkut, messenger, blogs e outros. Como foi se tornando uma prática na vida de todos, as pessoas passaram a abreviar as palavras de forma instantânea e padronizada, com o objetivo principal de tornar mais ágil a comunicação, fazendo dela uma linguagem taquigráfica, fonética e visual.
 Como vemos em Gramática Histórica, quando tratamos dos assuntos Metaplasmos,  Anglicismos e Neologismos, temos uma tendência muito grande em reduzir palavras, introduzir vocábulos estrangeiros ou até mesmo criar palavras, como é o caso de vossa mercê – você, hot dog ou como diz Paulo José, meu filho de 10 anos “mãe quero sobremesar (comer a sobremesa)...  então percebo, muito particularmente, que o internetês é um novo meio de comunicação, uma forma nova de comunicar pensamentos, emoções e sentimentos de um jeito criativo e sintético de falar pela internet de uma forma tão automática que algumas pessoas, em sua maioria crianças e jovens, não conseguem dissociá-la do cotidiano e utiliza esta linguagem inclusive no manuscrito em bilhetinhos e recadinhos em papel.
 Porém, essa ‘customização’ do português à Internet vem sendo criticada por alguns linguistas puristas, que acreditam na descaracterização do português devido ao uso desses recursos. Outros estudiosos, contudo, não acreditam nesta possibilidade, caso o usuário tenha uma base estudantil sólida e saiba o que utilizar nas situações dadas.
 Se lembrarmos ainda o que nos diz Marcos Bagno  sobre a linguagem na net -"os sinais gráficos ou radicais abreviaturas comuns nos textos se inserem em um cenário perfeitamente compreensível. As abreviações tentam ganhar tempo na comunicação digital, uma aproximação do tempo da fala real" - analisaremos o internetês como uma forma de expressão moderna, celere e genuína.
 Como sou seguidora dos lingüistas que concebem a língua como viva, dinâmica, apta à transformações, que se modifica de acordo com a visão de mundo do seus falantes/usuários só vejo problema no internetês caso algum dia ele perca sua função comunicativa, como supõe Francisco Borba: o internetês pode "chegar a uma forma tão condensada e complexa que se torne obscura e secreta. O que não podemos no momento é negar a presença e a força do internetês.

 Bjos Virtuais!!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Laboratório Virtual de Línguas: uma necessidade em EAD

      Criar um Laboratório de Línguas dentro do sistema de uma Ambiente Virtual de Aprendizagem serviria de apoio pedagógico ao EAD principalmente no que se refere ao ensino de línguas estrangeiras e vernáculas.
      Se pensássemos em ensinar uma língua estrangeira ou vernácula o ensino estaría carente do ponto de vista fónetico e fonologico. O laboratório contemplaria estas abordagens.

Seria necessário:

·         Suporte pedagógico no LL em horários definidos: manhã, tarde e noite;
·         Conversas on line no idioma desejado com o professor;
·         Estruturação de assuntos pré-definidos de acordo com o material do EAD;
·         Troca de experiências entre os alunos, mediada pelo professor;
·         Postagem de material didático pelo professor, podendo ser sobre diversos assuntos: mais abordados, menos abordados, mais polêmicos, menos polêmicos, datas comemorativas; noticias atualizadas. Nos quais os alunos poderão fazer comentários motivando a sua participação;
·         Atividades extra classe;
·         Exercícios de áudio onde o aluno possa repetir material previamente elaborado.
·         Textos de compreensão escrita que serve de apoio pedagogico as disciplinas.
·         E-books virtuais para download;
·         Musicas, piadas, poesias em diversos idiomas separados por idioma.

Prof. Andrés Alberto Soto Tello
Língua Espanhola
Unit / NEAD

VANTAGENS DA EAD

  • Boa preparação e eficácia: Já vimos que, para superar as dificuldades geradas pela separação aluno-professor e aluno-aluno, é necessário preparar cuidadosamente os cursos EAD. Utilizam-se as estratégias de ensino e os meios de comunicação mais adequados. Em geral, os cursos presenciais são preparados por uma única pessoa: o professor. Ao contrário, os cursos de EAD são criados por equipes multidisciplinares: especialistas no conteúdo, nas técnicas de planejamento educacional, na formatação dos materiais de ensino, nos meios de comunicação a serem empregados e nas questões administrativas. Tudo isso contribui para que o material de ensino tenha boa comunicabilidade, isto é, realmente ajude o aluno a apreender o significado daquilo que o curso se propõe a ensinar.
  • Ensino mais individualizado: Já vimos que na preparação de cursos EAD é feito um esforço para levar em conta as diferenças individuais. Isso reduz os esforços do aluno que se dispõe a estudar, tornando a EAD uma forma agradável de aprender. No entanto, é preciso repetir que toda aprendizagem exige trabalho e esforço do aluno.
  • Flexibilidade: A EAD proporciona grande flexibilidade de tempo e de espaço para os alunos, que podem estudar praticamente em qualquer local e em qualquer horário, pelo tempo que necessitam.
  • Comunicação: Além disso, as tecnologias de comunicação permitem que alunos e professores se mantenham em contacto, ainda que fisicamente distantes. Essa troca de idéias permite esclarecimento de dúvidas, trabalho em grupo virtual, debates em plenário virtual. É a interação que complementa o material de ensino, facilitando o domínio dos conhecimentos em estudo pelo aluno.

TICS: UMA REALIDADE PRESENTE MAIS QUE PENSAMOS...

NÃO PERCEBEMOS MAS AS TIC´S ESTÃO PRESENTES EM NOSSO COTIDIANO MAIS QUE PENSAMOS!!!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Tecnologia e Andragogia: aliadas na educação a distância

Aprendizagem do aluno adulto

N
a EAD não há uma concepção de educação específica, então é necessário investigar o que mais se adequaria em termos de orientação de aprendizagem para alunos adultos, que é a maior demanda da EAD e a formação do indivíduo como um todo, para os dias atuais.

Pode-se dizer que uma teoria única não apresenta respostas a todos os desafios postos na contemporaneidade, mas diretrizes claras embasadas na pluralidade das teorias que buscam construir um homem sujeito do processo educacional pode ser o caminho para aqueles que querem pensar, inovar e desenvolver Educação a Distância.

Entende-se que os princípios da andragogia e as teorias que sinalizam uma pedagogia voltada para o aluno estão trazendo maiores contribuições no trabalho com alunos adultos, principalmente na educação a distância, e estão mais adequadas ao tipo de indivíduo e sociedade atual, pois elas sugerem um indivíduo ativo e autônomo.

Nesse entendimento de mudar, Knowles (1977 p.21) diz que "A teoria da aprendizagem de adultos apresenta um desafio para os conceitos estáticos da inteligência, para as limitações padronizadas da educação convencional...".

O grande educador brasileiro Paulo Freire, que dedicou a maior parte de seus escritos à educação de adultos, compactua desse pensamento, pois posiciona-se contrário às concepções tradicionais imobilistas.

Sendo que o público-alvo da EAD é predominantemente adulto, então entender melhor como este aluno aprende é fundamental.

Para Knowles (1998), houve poucas pesquisas e trabalhos escritos sobre a aprendizagem de adultos. O autor salienta ainda, que isso é surpreendente devido ao fato de todos os grandes mestres da antiguidade ‚ Confúcio e Lao Tse, os profetas hebreus e Jesus nos tempos bíblicos, Aristóteles, Sócrates e Platão na Grécia antiga e Cícero, Evelide e Quintiliano na Roma antiga, eram todos professores de adultos, não de crianças. Assim, eles desenvolveram um conceito de ensino-aprendizagem bem diferente daquele que dominou a educação formal. Eles entendiam a aprendizagem como um processo de investigação mental, não como recepção passiva do conceito transmitido.

Foi na Europa no século 7, que as escolas organizadas para ensinar crianças desenvolveram um conjunto de suposições sobre a aprendizagem e as estratégias de ensino que acabaram sendo conhecidas como "pedagogia", significando literalmente a arte e ciência de ensinar crianças. Este modelo de educação perdurou e é a base de nosso sistema educacional.

Quanto à aprendizagem de adultos, segundo o autor, logo após o fim da primeira guerra mundial, tanto nos Estados Unidos como na Europa, começou a emergir um corpo crescente de noções sobre as características peculiares dos estudantes adultos. Mas só nas últimas décadas, essas noções evoluíram para um framework integrado de aprendizagem de adulto.

Conforme Knowles (1998), duas linhas de investigação se desenvolveram logo após a fundação da Associação Americana para a Educação de Adultos em 1926. Uma linha pode ser classificada como linha de pesquisa científica e a outra a linha artística intuitiva/reflexiva. A primeira busca descobrir um novo conhecimento por intermédio de rigorosa investigação e foi lançada por Edward Thordike, com a publicação de "Aprendizagem Adulta" em 1928. Seus estudos demonstraram que os adultos podiam aprender e isso foi importante, porque forneceu uma fundamentação científica para um campo que tinha sido baseado na mera crença de que adultos podiam aprender. A linha artística, por outro lado, que busca descobrir novos conhecimentos por intuição e análise da experiência, estava preocupada em como o adulto aprende. Esta linha de investigação foi lançada com a publicação de "O significado da Educação de Adultos" de Eduard C. Lindeman em 1926, fortemente influenciada pela filosofia educacional de John Dewey (1).

Lindeman apud Knowles (1998) fundamentou a teoria sistemática sobre a aprendizagem de adultos com declarações como estas:
- "... a abordagem à educação de adultos seguirá pela via de situações, não de assuntos. ... Na educação convencional exige-se que o estudante se ajuste a um currículo estabelecido; na educação de adultos o currículo é elaborado ao redor das necessidades e interesses do estudante. Textos e professores desempenham um novo e secundário papel nesse tipo de educação; eles têm que dar importância primária aos estudantes".(p.8-9).

- "...o recurso mais valioso na educação de adultos é a experiência do estudante. Muito da aprendizagem se consiste da substituição delegada da experiência e conhecimento da outra pessoa. ...A experiência é o livro da vida do estudante adulto".(p.9-10).

- "O ensino autoritário, testes que barram o pensamento, fórmulas pedagógicas rígidas ‚ todas essas coisas não têm lugar na educação de adultos. ...adultos que desejam manter suas mentes estimuladas, que começam aprender pelo confronto de situações pertinentes, que exploram suas experiências antes de recorrer a textos e fatos secundários, que são conduzidos na discussão por professores que também buscam a sabedoria e não oráculos: isto constitui o estabelecimento da educação de adulto, a moderna indagação para o significado da vida (p.10-11).

- "A teoria de aprendizagem de adultos apresenta um desafio para os conceitos estáticos da inteligência, para as limitações padronizadas da educação convencional e para a teoria que restringe as facilidades educacionais a uma classe intelectual. ... A educação de adultos é uma tentativa de descobrir um novo método e criar um novo incentivo para aprender, suas implicações são qualitativas, não quantitativas. Os estudantes adultos são justamente aqueles cujas aspirações intelectuais são menos prováveis de serem despertadas pelas instituições de aprendizagem convencionalizadas, rígidas e inflexíveis".(p.17-18)

AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM

A educação a distância pode ser compreendida como o processo
planejado de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, no qual
professores e alunos não estão fisicamente presentes num mesmo local, mas
espacial e temporalmente separados (BELLONI, 2008; MOORE, KEARSLEY, 2007).
recursos disponíveis em cada geração: correspondência, radio/televisão,
teleconferência e ambiente interativo.
Com o desenvolvimento da
computador, surgiram diversas ferramentas para auxiliar a criação e a oferta de
cursos mediados por essas tecnologias, tais como os ambientes virtuais de
aprendizagem (AVAs). De acordo com Santos (2003), apesar da expressão
Historicamente, a EaD utilizou diferentes tecnologias, de acordo com osinternet e a popularização do uso do
ambientes virtuais de aprendizagem
conceito não é tão claro e merece atenção. De modo geral, um AVA refere-se
ao uso de recursos digitais de comunicação, principalmente, através de
ser, atualmente, muito utilizada, seu
softwares
(OLIVEIRA
De acordo com Oliveira
pode ser conceituado como os espaços das relações com o saber, o qual é o
objeto maior do processo de aprendizagem. Tais espaços são compreendidos
pelos autores como ambientes favorecedores da construção do conhecimento
que ocorre a partir das interações dos alunos com os conteúdos, com os outros
alunos e com os professores (OLIVEIRA
aula é o principal, e tradicional, ambiente de aprendizagem, construído
especialmente com o objetivo de ser o local no qual ocorre o processo
educacional.
et al. (2004), um ambiente de aprendizagemet al. 2004, p. 118). Por isso, a sala de

Profª Patrícia Batista
educacionais via web que reúnem diversas ferramentas de interaçãoet al., 2004; VALENTINI, SOARES, 2005).

Fundamentos Históricos e Prognósticos da Educação a Distância

PROFª PATRÍCIA BATISTA

Educação a Distância - Definição e Influência

PROF. MARCIO FIDELIS

Crescimento da educação a distância

PROF. MARCIO FIDELIS

Avaliação em EaD

PROFª PATRÍCIA BATISTA

O tutor na docência online

PROFª PATÍCIA BATISTA

Educação à Distância

PROFª PATRÍCIA BATISTA

Ensino a Distância

PROF. MARCIO FIDELIS

Tecnologia na Educação a Distância



PROF. MARCIO FIDELIS

Perfil do Aluno em EAD

Perfil do Aluno em EAD.

Prof. Marcio Fidelis

AVALIAÇÃO EM EAD - REFLEXÕES

Sistemas em Ead

  1. Quando olhamos para nossa experiência em sala de aula, um bom curso é aquele que nos empolga, que nos surpreende, que nos faz pensar, que nos envolve ativamente, que traz contribuições significativas e que nos põe em contato com pessoas, experiências e ideias interessantes. Às vezes, um curso promete muito, tem tudo para dar certo e nada acontece. Em contraposição, outro que parecia servir só para preencher uma lacuna, torna-se decisivo.

    Um curso considerado "bom" depende de um conjunto de fatores previsíveis e de uma "química", ou seja, de uma forma de juntar os ingredientes de um modo especial, que faz a diferença.


    A seguir, vamos apresentar, segundo Neves, quais os principais "nós" que sustentam a qualidade de um curso distância.
    1. Concepção educacional do curso.
    2. Desenho do projeto: a identidade da educação a distância
    3. Sistema de tutoria: cursos a distância têm professores, sim
    4. Sistema de Comunicação: a interação é fundamental
    5. Recursos educacionais
    6. Infra-estrutura de apoio
    7. Sistema de avaliação contínuo e abrangente


    Segundo Moran, um bom curso de educação a distância procura ter um planejamento bem elaborado, mas sem rigidez excessiva. Permite menos improvisações do que uma aula presencial, mas também deve evitar a execução totalmente hermética, sem possibilidade de mudanças, sem prever a interação dos alunos. Precisamos aprender a equilibrar o planejamento e a flexibilidade (que está ligada ao conceito de liberdade, de criatividade). Nem planejamento fechado, nem criatividade desorganizada, que vira só improvisação.
    Avançaremos mais se soubermos adaptar os programas previstos às necessidades dos alunos, criando conexões com o cotidiano, com o inesperado, se conseguirmos transformar o curso em uma comunidade viva de investigação, com atividades de pesquisa e de comunicação.
    Com a flexibilidade, procuramos adaptar-nos às diferenças individuais, respeitar os diversos ritmos de aprendizagem, integrar as diferenças locais e os contextos culturais. Com a organização, buscamos gerenciar as divergências, os tempos, os conteúdos, os custos, estabelecemos os parâmetros fundamentais.
    Um curso presencial ou um curso a distância que sejam eficientes e produtivos certamente sempre serão dispendiosos, porque envolvem a necessidade de qualidade pedagógica e tecnológica. E a qualidade não se improvisa. Ela tem um alto custo, direto ou indireto. Mas vale a pena. Só assim podemos avançar de verdade.
    Além disto, é fundamental entender que um sistema de educação a distância é, de fato, um sistema. Um sistema complexo!

    Segundo Bielshowisck, um sistema de EAD deve contemplar algumas questões básicas:
1) Precisa apresentar objetivos claramente estabelecidos, ou seja, oferecer um projeto político/pedagógico bem definido e consistente com seus propósitos;

2) Deve utilizar um material didático impresso e, eventualmente, também em meios digitais, com conteúdo sólido e preparado para o processo de educação a distância;

3) Precisa contemplar uma solução clara para o sistema de tutoria, peça chave no sucesso de um sistema de EAD;

4) Deve dispor de plataformas tecnológicas adaptadas às necessidades da proposta e, ao mesmo tempo, de elementos tecnológicos não excludentes, do ponto de vista do acesso aos estudantes;

5) Precisa indicar uma solução física e operacional que garanta encontros presenciais e disponibilize espaços de ensino/aprendizagem (laboratórios, biblioteca, etc.) próximos ao estudante;
6) Precisa contemplar um sistema consistente de avaliação;

7) Necessita de uma equipe docente altamente qualificada, tanto do ponto de vista do conteúdo específico, quanto no que concerne a pressupostos pedagógicos, uma vez que esta equipe estará multiplicando seus conhecimentos, de forma interativa, para um número de alunos muito maior que aquele praticado pelo ensino presencial;

8) Necessita de uma infra-estrutura administrativa/operacional que garanta a eficácia de todas as complexas etapas do processo.
Enquanto em sistema de educação presencial, uma eventual falha em um dos elementos do processo pode ser reparada sem grandes prejuízos, o mesmo não ocorre no processo de Educação a Distância.
Em síntese, o sucesso de um programa de Educação Superior a Distância depende criticamente do cumprimento dos procedimentos planejados em seu projeto.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sistema de EaD: do AVA aos Processos de Mediatização e Avaliação.



(Considerações para o Fórum 02 – Sistemas em EaD - Especialização em Docência e Tutoria em EaD/UNIT)
 
 
          É notório que as TICs estão contribuindo para a transformação do aprendizado. Elas abrem outros modos de aprender que não se restringem aos “muros” da escola. É sabido também que por meio dessas tecnologias se constroem espaços abertos, dinâmicos, interativos e de criticidade. Então considero que pensar a educação hoje implica na preocupação da escolha de processos de mediatização que dêem conta da amplitude e dinâmica do campo da informação/comunicação. Campo este que vem (re) significando consideravelmente as relações do sujeito com os “mecanismos” para se aprender a aprender, com a compreensão de espaço/tempo, com as várias possibilidades de interações afetivas e simbólicas produzidas por diferentes elementos (virtuais ou não).
Com o desenvolvimento dos AVAs percebe-se que a construção do conhecimento têm se tornado mais célere e freqüente, pois a gama de interfaces (chat, fórum, listas de discussão, blogs, mensagens eletrônicas, rede de relacionamentos) que se coloca a disposição do aprendiz se torna um aliado, sempre a sua disposição, para ajudá-lo a “ler”o mundo e interagir com ele. Mas é pertinente observar que mesmo estas interfaces, tão oportunas para o cenário educacional atual, precisam de constantes avaliações para identificar se estas propostas de atividades estão, de fato, estabelecendo coerência pedagógica com o que preconiza o curso oferecido, até mesmo porque é necessário ter clareza de que todo o sistema envolto na aprendizagem atende ao seu papel dentro da abordagem educacional, para que haja comprometimento com a qualidade, seja na mediação, edição e diagramação de um material, no atendimento direto ao aluno, na aplicabilidade do processo avaliativo ou em qualquer outra atividade desenvolvida em um curso. E desta forma, permitir ao sujeito aprendiz múltiplas formas de mediatizar e protagonizar os processos cognitivos.

                                  Paula Patrícia Santos Oliveira

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Video sobre educação a Distancia


Após assistir o video e ler os materiais postados, poderiamos iniciar nossa interação apresentando nossas considerações, tendo como foco o seguinte pressuposto "O Papel social da EaD".

Os Desafios da Educação a Distância

 

Os Desafios da Educação a Distância

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Anna Maria Lima Sales

A demanda pela Educação a Distância cresce a cada dia para atender às exigências de um mundo em mudanças aceleradas e com menor disponibilidade de tempo e espaços formais para a educação. Hoje várias instituições de ensino desenvolvem estudos e experiências para aperfeiçoar o processo de transposição da educação para além de seus muros.
O processo de uso da Internet na instrução é um fenômeno espantoso, sobretudo no ensino superior, frente ao processo de democratização do saber, à valorização da informação e ao uso das novas tecnologias de informação e comunicação na sociedade do conhecimento.
Para Baudrillard (1997), a Internet apenas simula espaço de liberdade e de descoberta. O operador interage com elementos conhecidos, sites estabelecidos e códigos instituídos.
No entanto, Pierre Lévy ( 1999) proclama: "fluida, virtual, ao mesmo tempo reunida e dispersa, essa biblioteca de babel não pode ser queimada (...) As águas deste dilúvio não apagarão os signos gravados: são inundações de signos".
O fato de não haver consenso acerca do uso da Internet não diminui a sua importância no contexto escolar. As novas tecnologias têm um grande potencial para trazer importantes mudanças à Educação.
As novas práticas de docência em Sistemas de EAD nos remetem à reflexão acerca da necessidade de uma proposta metodológica mais ampla em todos os contextos dos ambientes de aprendizagem da nova era. É preciso criar novas abordagens no campo da Tecnologia Educacional e procurar superar as limitações referentes às perspectivas teórico-metodológicas.
O planejador de cursos em EAD precisa estar atento aos novos paradigmas para o tratamento do planejamento, desenvolvimento e avaliação em cursos on line.
E quanto aos aspectos afetivo-emocionais? Por ser o domínio afetivo considerado uma subcategoria de aprendizagem, comumente o virtual está associado ao tecnológico, desprovido de humanização. Para se ensinar eficazmente on line, as manifestações afetivas precisam ser compreendidas em sua essência. É chegada a hora de desmitificar o ciberespaço.
Diante desse cenário desafiador de novas maneiras de ensinar e aprender, nada melhor do que finalizar com as palavras do teórico otimista do ciberespaço, Pierre Lévy:
Seres humanos, pessoas daqui e de toda parte, vocês que são arrastados no grande movimento da desterritorialização, vocês que são enxertados no hipercorpo da humanidade e cuja pulsação ecoa as gigantescas pulsações deste hipercorpo, vocês que pensam reunidos e dispersos entre o hipercórtex das nações, vocês que vivem capturados, esquartejados, nesse imenso acontecimento do mundo, que não cessa de voltar a si e de recriar-se, vocês que são jogados vivos no virtual, vocês que são pegos nesse enorme salto que nossa espécie efetua em direção à nascente do fluxo do ser, sim, no núcleo mesmo desse estranho turbilhão, vocês que estão em sua casa. Bem-vindos à nova morada do gênero humano. Bem-vindos aos caminhos do virtual! (O que é o Virtual, 1996,pag.150)

*Anna Maria Lima Sales, Técnica em Assuntos Educacionais - MEC - SESu/DEREM
Fonte:http://www.portaleducacao.com.br/educacao/principal conteudo.asp?id=2318

Material didático na EAD e Avaliação

Posted on outubro 11th, 2010 Glaucio J C Machado No comments

Leia o artigo completo em: Revista Scientia Plena, v. 6, n. 7, julho de 2010

A preocupação com a criação de condições para a aprendizagem do aluno deve estar presente, obviamente, em todas as modalidades de ensino. Na Educação a Distância (EAD) o material didático constitui-se em elemento mediador entre o aluno e o conteúdo a ser aprendido e traz em seu cerne a concepção pedagógica que norteia o ensino-aprendizagem do curso.
A probabilidade de sucesso de um curso a distância é diretamente proporcional à sua qualidade pedagógica e, nos materiais didáticos, a qualidade pedagógica pode ser alcançada primando-se pelo caráter intelectual do conteúdo e suas múltiplas possibilidades de interação e estímulo.
O material didático de cursos a distância deve destinar-se a orientar os estudos, promover a ampliação do conhecimento, facilitar a compreensão crítica dos conteúdos, instigar o hábito de pesquisa e promover a avaliação do processo de aprendizagem. Assim, em consonância com a fundamentação didática e pedagógica do curso, encontrarão soluções que congreguem a viabilização da aprendizagem em todos os aspectos que permeiam a transmissão de conteúdo através da tecnologia. Outrossim, seja ele impresso, audiovisual ou disponível na WEB ele deve, sobretudo, favorecer a autonomia do aluno, promovendo interação, estímulo e aquisição de conhecimento.
Com vistas a avançar na aprendizagem, mesmo no cenário da aprendizagem virtual, se faz  necessária a realização de avaliações, que através de um processo de coleta de dados permite  verificar se os objetivos e propostas dos cursos – em relação ao conhecimento construído pelo  seu corpo discente – estão sendo atingidos, e, por conta das múltiplas modalidades de interação,  esta deve ocorrer de forma diversificada, sintonizada com cada uma das especificidades do processo.
Diagnosticar as condições dos alunos quando do início do curso, detectar e controlar as falhas e insucessos no decorrer da aprendizagem e classificar os objetivos alcançados são aspectos que, quando devidamente avaliados, podem promover o sucesso do ensino virtual. Nessa perspectiva, o processo de avaliação deve representar momentos privilegiados para alunos e professores, promovendo possibilidades de correlacionar resultados, intensificar os acertos e corrigir os equívocos, principalmente em se tratando de uma modalidade de ensino em processo de consolidação.
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