Aprendizagem do aluno adulto
Na EAD não há uma concepção de educação específica, então é necessário investigar o que mais se adequaria em termos de orientação de aprendizagem para alunos adultos, que é a maior demanda da EAD e a formação do indivíduo como um todo, para os dias atuais.
Pode-se dizer que uma teoria única não apresenta respostas a todos os desafios postos na contemporaneidade, mas diretrizes claras embasadas na pluralidade das teorias que buscam construir um homem sujeito do processo educacional pode ser o caminho para aqueles que querem pensar, inovar e desenvolver Educação a Distância.
Entende-se que os princípios da andragogia e as teorias que sinalizam uma pedagogia voltada para o aluno estão trazendo maiores contribuições no trabalho com alunos adultos, principalmente na educação a distância, e estão mais adequadas ao tipo de indivíduo e sociedade atual, pois elas sugerem um indivíduo ativo e autônomo.
Nesse entendimento de mudar, Knowles (1977 p.21) diz que "A teoria da aprendizagem de adultos apresenta um desafio para os conceitos estáticos da inteligência, para as limitações padronizadas da educação convencional...".
O grande educador brasileiro Paulo Freire, que dedicou a maior parte de seus escritos à educação de adultos, compactua desse pensamento, pois posiciona-se contrário às concepções tradicionais imobilistas.
Sendo que o público-alvo da EAD é predominantemente adulto, então entender melhor como este aluno aprende é fundamental.
Para Knowles (1998), houve poucas pesquisas e trabalhos escritos sobre a aprendizagem de adultos. O autor salienta ainda, que isso é surpreendente devido ao fato de todos os grandes mestres da antiguidade ‚ Confúcio e Lao Tse, os profetas hebreus e Jesus nos tempos bíblicos, Aristóteles, Sócrates e Platão na Grécia antiga e Cícero, Evelide e Quintiliano na Roma antiga, eram todos professores de adultos, não de crianças. Assim, eles desenvolveram um conceito de ensino-aprendizagem bem diferente daquele que dominou a educação formal. Eles entendiam a aprendizagem como um processo de investigação mental, não como recepção passiva do conceito transmitido.
Foi na Europa no século 7, que as escolas organizadas para ensinar crianças desenvolveram um conjunto de suposições sobre a aprendizagem e as estratégias de ensino que acabaram sendo conhecidas como "pedagogia", significando literalmente a arte e ciência de ensinar crianças. Este modelo de educação perdurou e é a base de nosso sistema educacional.
Quanto à aprendizagem de adultos, segundo o autor, logo após o fim da primeira guerra mundial, tanto nos Estados Unidos como na Europa, começou a emergir um corpo crescente de noções sobre as características peculiares dos estudantes adultos. Mas só nas últimas décadas, essas noções evoluíram para um framework integrado de aprendizagem de adulto.
Conforme Knowles (1998), duas linhas de investigação se desenvolveram logo após a fundação da Associação Americana para a Educação de Adultos em 1926. Uma linha pode ser classificada como linha de pesquisa científica e a outra a linha artística intuitiva/reflexiva. A primeira busca descobrir um novo conhecimento por intermédio de rigorosa investigação e foi lançada por Edward Thordike, com a publicação de "Aprendizagem Adulta" em 1928. Seus estudos demonstraram que os adultos podiam aprender e isso foi importante, porque forneceu uma fundamentação científica para um campo que tinha sido baseado na mera crença de que adultos podiam aprender. A linha artística, por outro lado, que busca descobrir novos conhecimentos por intuição e análise da experiência, estava preocupada em como o adulto aprende. Esta linha de investigação foi lançada com a publicação de "O significado da Educação de Adultos" de Eduard C. Lindeman em 1926, fortemente influenciada pela filosofia educacional de John Dewey (1).
Lindeman apud Knowles (1998) fundamentou a teoria sistemática sobre a aprendizagem de adultos com declarações como estas:
Na EAD não há uma concepção de educação específica, então é necessário investigar o que mais se adequaria em termos de orientação de aprendizagem para alunos adultos, que é a maior demanda da EAD e a formação do indivíduo como um todo, para os dias atuais.
Pode-se dizer que uma teoria única não apresenta respostas a todos os desafios postos na contemporaneidade, mas diretrizes claras embasadas na pluralidade das teorias que buscam construir um homem sujeito do processo educacional pode ser o caminho para aqueles que querem pensar, inovar e desenvolver Educação a Distância.
Entende-se que os princípios da andragogia e as teorias que sinalizam uma pedagogia voltada para o aluno estão trazendo maiores contribuições no trabalho com alunos adultos, principalmente na educação a distância, e estão mais adequadas ao tipo de indivíduo e sociedade atual, pois elas sugerem um indivíduo ativo e autônomo.
Nesse entendimento de mudar, Knowles (1977 p.21) diz que "A teoria da aprendizagem de adultos apresenta um desafio para os conceitos estáticos da inteligência, para as limitações padronizadas da educação convencional...".
O grande educador brasileiro Paulo Freire, que dedicou a maior parte de seus escritos à educação de adultos, compactua desse pensamento, pois posiciona-se contrário às concepções tradicionais imobilistas.
Sendo que o público-alvo da EAD é predominantemente adulto, então entender melhor como este aluno aprende é fundamental.
Para Knowles (1998), houve poucas pesquisas e trabalhos escritos sobre a aprendizagem de adultos. O autor salienta ainda, que isso é surpreendente devido ao fato de todos os grandes mestres da antiguidade ‚ Confúcio e Lao Tse, os profetas hebreus e Jesus nos tempos bíblicos, Aristóteles, Sócrates e Platão na Grécia antiga e Cícero, Evelide e Quintiliano na Roma antiga, eram todos professores de adultos, não de crianças. Assim, eles desenvolveram um conceito de ensino-aprendizagem bem diferente daquele que dominou a educação formal. Eles entendiam a aprendizagem como um processo de investigação mental, não como recepção passiva do conceito transmitido.
Foi na Europa no século 7, que as escolas organizadas para ensinar crianças desenvolveram um conjunto de suposições sobre a aprendizagem e as estratégias de ensino que acabaram sendo conhecidas como "pedagogia", significando literalmente a arte e ciência de ensinar crianças. Este modelo de educação perdurou e é a base de nosso sistema educacional.
Quanto à aprendizagem de adultos, segundo o autor, logo após o fim da primeira guerra mundial, tanto nos Estados Unidos como na Europa, começou a emergir um corpo crescente de noções sobre as características peculiares dos estudantes adultos. Mas só nas últimas décadas, essas noções evoluíram para um framework integrado de aprendizagem de adulto.
Conforme Knowles (1998), duas linhas de investigação se desenvolveram logo após a fundação da Associação Americana para a Educação de Adultos em 1926. Uma linha pode ser classificada como linha de pesquisa científica e a outra a linha artística intuitiva/reflexiva. A primeira busca descobrir um novo conhecimento por intermédio de rigorosa investigação e foi lançada por Edward Thordike, com a publicação de "Aprendizagem Adulta" em 1928. Seus estudos demonstraram que os adultos podiam aprender e isso foi importante, porque forneceu uma fundamentação científica para um campo que tinha sido baseado na mera crença de que adultos podiam aprender. A linha artística, por outro lado, que busca descobrir novos conhecimentos por intuição e análise da experiência, estava preocupada em como o adulto aprende. Esta linha de investigação foi lançada com a publicação de "O significado da Educação de Adultos" de Eduard C. Lindeman em 1926, fortemente influenciada pela filosofia educacional de John Dewey (1).
Lindeman apud Knowles (1998) fundamentou a teoria sistemática sobre a aprendizagem de adultos com declarações como estas:
- "... a abordagem à educação de adultos seguirá pela via de situações, não de assuntos. ... Na educação convencional exige-se que o estudante se ajuste a um currículo estabelecido; na educação de adultos o currículo é elaborado ao redor das necessidades e interesses do estudante. Textos e professores desempenham um novo e secundário papel nesse tipo de educação; eles têm que dar importância primária aos estudantes".(p.8-9).
- "...o recurso mais valioso na educação de adultos é a experiência do estudante. Muito da aprendizagem se consiste da substituição delegada da experiência e conhecimento da outra pessoa. ...A experiência é o livro da vida do estudante adulto".(p.9-10).
- "O ensino autoritário, testes que barram o pensamento, fórmulas pedagógicas rígidas ‚ todas essas coisas não têm lugar na educação de adultos. ...adultos que desejam manter suas mentes estimuladas, que começam aprender pelo confronto de situações pertinentes, que exploram suas experiências antes de recorrer a textos e fatos secundários, que são conduzidos na discussão por professores que também buscam a sabedoria e não oráculos: isto constitui o estabelecimento da educação de adulto, a moderna indagação para o significado da vida (p.10-11).
- "A teoria de aprendizagem de adultos apresenta um desafio para os conceitos estáticos da inteligência, para as limitações padronizadas da educação convencional e para a teoria que restringe as facilidades educacionais a uma classe intelectual. ... A educação de adultos é uma tentativa de descobrir um novo método e criar um novo incentivo para aprender, suas implicações são qualitativas, não quantitativas. Os estudantes adultos são justamente aqueles cujas aspirações intelectuais são menos prováveis de serem despertadas pelas instituições de aprendizagem convencionalizadas, rígidas e inflexíveis".(p.17-18)
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