(Considerações para o Fórum 02 – Sistemas em EaD - Especialização em Docência e Tutoria em EaD/UNIT)
É notório que as TICs estão contribuindo para a transformação do aprendizado. Elas abrem outros modos de aprender que não se restringem aos “muros” da escola. É sabido também que por meio dessas tecnologias se constroem espaços abertos, dinâmicos, interativos e de criticidade. Então considero que pensar a educação hoje implica na preocupação da escolha de processos de mediatização que dêem conta da amplitude e dinâmica do campo da informação/comunicação. Campo este que vem (re) significando consideravelmente as relações do sujeito com os “mecanismos” para se aprender a aprender, com a compreensão de espaço/tempo, com as várias possibilidades de interações afetivas e simbólicas produzidas por diferentes elementos (virtuais ou não).
Com o desenvolvimento dos AVAs percebe-se que a construção do conhecimento têm se tornado mais célere e freqüente, pois a gama de interfaces (chat, fórum, listas de discussão, blogs, mensagens eletrônicas, rede de relacionamentos) que se coloca a disposição do aprendiz se torna um aliado, sempre a sua disposição, para ajudá-lo a “ler”o mundo e interagir com ele. Mas é pertinente observar que mesmo estas interfaces, tão oportunas para o cenário educacional atual, precisam de constantes avaliações para identificar se estas propostas de atividades estão, de fato, estabelecendo coerência pedagógica com o que preconiza o curso oferecido, até mesmo porque é necessário ter clareza de que todo o sistema envolto na aprendizagem atende ao seu papel dentro da abordagem educacional, para que haja comprometimento com a qualidade, seja na mediação, edição e diagramação de um material, no atendimento direto ao aluno, na aplicabilidade do processo avaliativo ou em qualquer outra atividade desenvolvida em um curso. E desta forma, permitir ao sujeito aprendiz múltiplas formas de mediatizar e protagonizar os processos cognitivos.
Paula Patrícia Santos Oliveira

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